Guia de Perguntas (Imprensa)

AQUI VOCÊ ENCONTRA AS PRINCIPAIS PERGUNTAS DE ENTREVISTAS REALIZADAS COM A ESCRITORA RAQUEL ALVES, COM AS DEVIDAS FONTES/REFERÊNCIAS:

Apresentação para o público: Me chamo  Raquel Alves. Sou natural da cidade de Juazeiro do Norte (Ceará).

Quais são os seus gostos?: Amo animais, heavy metal, animes, filmes, séries, tento tocar guitarra e desenhar, mas o meu grande amor é a literatura, é ler e principalmente escrever… Escrever sempre fora um alívio para mim. Me sinto livre de meus medos e feliz ao mesmo tempo, por ter sido agraciada por Deus com este dom, que é a sensibilidade de captar os mais variantes sentimentos e dilemas, e exteriorizá-los no papel. É assim que expulso os meus demônios interiores. Desde pequena sempre demonstrei interesse pela leitura e escrita de histórias do gênero romance, ficção científica, mistério, fantasia e do universo gótico… Há três anos possuo meu blog literário chamado Lady Black Raven, espaço este utilizado com intuito de expor a princípio, minhas poesias e contos. Depois, tornou-se uma espécie de diário reflexivo daquilo que gosto, vivo, estudo, penso, invento, compartilho, enfim! Com a criação do meu blog, eu percebi o valor dos meus escritos guardados em cadernos empoeirados, que deveriam ser mostrados para o mundo. Com isso, comecei a me inscrever em concursos literários com a finalidade de expor o meu trabalho, conquistar um público que se identificasse com o que eu escrevo, fazer com que o meu nome fosse reconhecido, e de certa forma, atrair o olhar de alguma editora que achasse interessante a proposta literária que eu apresento no meu blog. Ao longo do tempo, venho obtendo bons resultados, graças a Deus. No mês de abril deste ano (2015), publiquei de forma independente através das plataformas Clube de Autores e Agbook , meu primeiro livro: O Reino Mágico de Mystic. Firmei parcerias literárias e tive o meu livro resenhado por alguns blogs. No mês de julho (2015) publiquei meu segundo livro: Diário da Mãe Corvo. (Apresentação do Livro O Reino Mágico de Mystic na Plataforma de Lançamento da Bienal de Pernambuco- 2015 [1])

Desde quando começou a escrever? Conte-nos um pouco sobre como conheceu a poesia: Acredito que por volta dos 10 a 12 anos de idade.  Eu tinha uma sensibilidade à flor da pele e uma capacidade de extrair sentimentos, e a forma de me libertar era pegar uma folha de caderno, uma caneta, e começar a expor essas palavras incompreendidas, em forma de poesias musicais. O interessante é que no início do desenvolvimento de minhas poesias, eu pensava numa espécie de fundo musical de acompanhamento, e a partir dele, criava minhas poesias. E isso foi fluindo naturalmente, como uma válvula de escape e uma necessidade de estar em contato com um mundo tão particular e tão convidativo, onde nele, eu poderia ser livre de meus temores. O contato com a poesia em si, entendendo sua estrutura e um pouco de sua história, aconteceu no ensino fundamental, quando fui apresentada a obra Os Lusíadas de Camões e na faculdade de Letras, curso que fez aflorar ainda mais o desejo por trilhar esse caminho poético com mais riqueza de conhecimento. (Entrevista concedida como parte do Portfólio de Amanda Queiroz, em 02/06/2016)

Como se constitui o seu processo criativo?: Em momentos variados: de muita pressão ou estresse, quando estou mais zen e relaxada, quando estou desocupada ou com bastante coisa para fazer: quase todo dia, eu tenho que produzir alguma coisa. É algo natural que faz parte de minha vida e que quando menos percebo, já tornou-se parte de minha rotina, como acordar, escovar os dentes, tomar banho, cozinhar, comer, escrever (ops!), trabalhar, estudar e dormir… (risos). É claro que a forma como vou desenvolver cada espécie de trabalho pode exigir de mais tempo ou estudo, mas é algo que amo, é um desafio que eu não fujo e que não há uma regra específica na hora em que mergulho no processo de produção destes trabalhos. (Entrevista concedida como parte do Portfólio de Amanda Queiroz, em 02/06/2016)

Você se considera hermética?: Acho que a maioria dos artistas se sente assim: incompreendidos, e expõem em sua arte, o fruto desse estado de espírito, digamos assim. (Entrevista concedida como parte do Portfólio de Amanda Queiroz, em 02/06/2016)

O que significa escrever para você?: É minha forma de viver; é o ar que alimenta minha respiração diária; é o elo que aproxima meu mundo dos véus do mundo divino e invisível; é a minha comunicação com outros que vivenciam os mesmos dilemas; é a resposta para certos quebra-cabeças incompreendidos. (Entrevista concedida como parte do Portfólio de Amanda Queiroz, em 02/06/2016)

Qual a maior dificuldade de ser escritora no Brasil? A maior dificuldade que eu vejo é que as pessoas não tem apoio. Isso vale para tudo que vamos fazer na vida. Muitas vezes falta o apoio de familiares, amigos… No mundo de hoje há muitas pessoas que acham melhor atirar pedras, do que dar a mão ao seu irmão e ajudá-lo a se reerguer. Outras, mascaradas em bons samaritanos, usam as pessoas para obter ascensão social, sem medir esforços ou consequências, sempre pisando em seus semelhantes. Eu sempre digo que devemos enxergar em cada pessoa, um potencial. Não precisa ninguém dizer que você é uma boa pessoa, uma pessoa inteligente, criativa, etc. Eu ponho fé de que você pode ser isso e muito mais. E isso não acontece. As pessoas ou o mercado por trás delas, visam nomes já consagrados, ou aqueles que depois de anos árduos encorpam seus nomes e garantem assim, o direito de estar entre os grandes. O que falta é ousadia dessas empresas: de investir em um suposto desconhecido colocando fé em seu trabalho e visar o social também. É meio utópico, mas é algo em que eu acredito. Tem como mesclar as coisas. Mas graças a Deus que hoje em dia, nós, jovens escritores aos poucos vamos driblando os obstáculos e mostrando ao mundo nosso trabalho. Devo confessar que meu medo era morrer e ninguém saber que eu existia. Então, todas as forças da minha vida, estão voltadas a batalhar em prol deste ideal: levar leitura para todos, permitir que possamos ainda sonhar, e focar no social. Uma coisa de cada vez deve ser feita, mas com fé, nós podemos chegar lá! (Apresentação do Livro O Reino Mágico de Mystic na Plataforma de Lançamento da Bienal de Pernambuco- 2015 [1])

Qual o seu compromisso como escritora ou qual a importância de seus escritos para com o público leitor?: De alguma forma, que meus escritos sirvam para gerar mudanças de pensamentos sociais diante de um mundo caótico; que leve sensibilidade e amor diretamente aos corações gélidos e fechados para esse tipo de sentimento; que as pessoas possam se identificar com os dilemas enfrentados pelas personagens, e que busquem encontrar a sua força interior, resgatar sua fé, sobreviver em um mundo onde a essência é ilusão, e a aparência é a lei cruel da selva em que vivemos… São esses alguns de meus compromissos… E é claro, a partir do momento em que eu tive uma renda considerável oriunda daquilo que produzo, ou seja, meus escritos literários, poder contribuir ou criar projetos sociais nos quais eu possa deixar minha marca: de que passei nesse mundo e deixei uma boa semente, que vai render bons frutos, e que valeu a pena tudo que vivi, para chegar onde cheguei. (Entrevista concedida como parte do Portfólio de Amanda Queiroz, em 02/06/2016)

 

 

SOBRE O LIVRO O REINO MÁGICO

Sobre o seu livro O Reino Mágico de Mystic: A história por trás deste livro: como surgiu essa inspiração para escrever? Como eu falei anteriormente para vocês, minha paixão pela literatura nasceu desde pequena. Lembro-me de alguns livros que minha mãe ou meu pai traziam da sala de leitura das escolas onde trabalhavam. Eu adorava a história de Ali Babá e os 40 Ladrões, Branca de Neve, Cinderela, A bela adormecida, Rapuzel, etc… Sempre gostei do mundo de princesas… Depois, conforme nos é exigido na escola e em suas famosas fichas de leitura, vamos tendo mais contato com a literatura portuguesa e brasileira, com histórias do universo mitológico grego, (o qual sou extremamente fascinada…), sem contar um pouco da literatura universal… Então vem Os Lusíadas, A Odisséia, Robinson Crusoe, Romeu e Julieta, Helena, O cortiço, Memórias Póstumas de Brás Cubas, etc…Eu primeiramente comecei a escrever poesias sobre tudo aquilo que habitava na mente de uma criança em evolução a um estado de “aborrecente”/adolescente decadente e assustada com o mundo que lhes é apresentado, visto que é nessa etapa que moldamos nossos valores, nos expomos ao mundo e ele dá sua carta branca ou não… e as nossas primeiras experiências, amores, ilusões e dores, principalmente, de quem  sempre possuiu uma alma romântica, tudo isso veio a me influenciar no processo de composição dos primeiros poemas… Contudo foi no curso de Letras que eu pude ter um contato mais direto com a literatura americana e britânica, que ampliaram ainda mais meu universo literário, ajudando a moldar a pessoa que sou hoje, fruto dessa hibridização de influências. E minha tríade de escritores cujo os sentimentos em suas obras existentes me influenciam bastante são o romantismo sombrio de Edgar Allan Poe, a sinceridade de Oscar Wilde e a coragem de Siegfried Sassoon. Conforme fui amadurecendo e fazendo essa transição por universos híbridos, minhas poesias foram mudando. E quando eu comecei a focar em contos, crônicas, e finalmente, em romances, eu estava bem mais amadurecida…mas isso não quer dizer que eu ainda não precise aprender, errar, amar, viver… Então no final das contas, o que eu vivo, o que eu sinto, o que eu observo do mundo dos outros, tudo isso é misturado, digerido, e algumas vezes “vomitado” ou exposto em palavras, no sentido de atingir mais corações ou levar a uma reflexão mental do que somos, dos nossos valores e do tipo de mundo ou monstros que estamos criando ou alimentando. São delírios esperançosos expressos no papel…(Apresentação do Livro O Reino Mágico de Mystic na Plataforma de Lançamento da Bienal de Pernambuco- 2015 [1])

Como foi mesclado as influências de histórias infantis na futura elaboração do livro O Reino Mágico de Mystic? Como eu havia dito, minhas primeiras influências na escrita de poesias e na elaboração de minha primeira história, são oriundas das histórias infantis que nós escutamos, como Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, etc, ou seja, essas histórias de princesas e jovens sonhadoras… A pessoa que é romântica sempre sonha com o príncipe encantando, seja ele um príncipe estilo Disney ou aquele príncipe estilo gótico e ultrarromântico, mas que não deixa de ser um príncipe encantando, no final das contas. Então, as primeiras influências partem do universo fantástico e infantil, daquela história de que você pode sofrer, mas será recompensado, e essa recompensa pode ser um grande amor, um lindo castelo, essas coisas assim. E o amor e a magia juntos podem alcançar lugares inimagináveis do universo!(Apresentação do Livro O Reino Mágico de Mystic na Plataforma de Lançamento da Bienal de Pernambuco- 2015 [1])

Como e quando você começou a escrever O Reino Mágico de Mystic? Como eu coloco na parte de agradecimentos da obra em questão, foi a primeira história que eu escrevi, então eu ainda preservava todas aquelas experiências e influências infantis. Esse universo de magia regido por bruxas, fadas, sempre me fascinou. A primeira história que me veio à cabeça foi falar justamente disso. O Reino Mágico de Mystic é uma história de extrema importância para mim, porque as primeiras coisas que fazemos na vida, dentre aquelas coisas que gostamos, marca, independente de ser história de criança, adolescente, adulto… Para mim não importa a categoria, mas importa a imortalidade daquela obra ter sido a inaugural, que me permitiu dá um passo adiante, deixar de lado um pouco a poesia, e tentar me aventurar nos romances, contos, crônicas. A partir desta obra, voltada à literatura infanto-juvenil, eu escrevi outras histórias que consequentemente mostram o meu amadurecimento, ou seja, tenho projetos de histórias para adolescentes, para adultos… Nós nunca devemos negar aquilo que marcou a gente, em primeiro lugar, todas as nossas primeiras experiências. A minha primeira experiência de escrever histórias foi com o surgimento do Reino Mágico de Mystic, que comecei a escrever por volta de 2006, 2007, mais ou menos… Só que o computador precisou ser formatado posteriormente, eu esqueci de salvar a história. Tive que reescrever, redigitar e espero que tenha ficado tão boa quanto a primeira versão. (Apresentação do Livro O Reino Mágico de Mystic na Plataforma de Lançamento da Bienal de Pernambuco- 2015 [1])

Qual a história desse livro? Trata-se de um reino fantástico como outro qualquer, em uma dimensão a qual nós não temos conhecimento, que desde tempos antigos é assolado com épocas de paz e guerra, em virtude de ambições de poder que ultrapassam dimensões. Mystic é um pais mágico que é formado por vários outros estados, no qual ocorre a primeira guerra pelo poder da dimensão mágica, disputa entre uma bruxa e uma fada, na qual cada um sai vitimada pela batalha: Bruxelis, a bruxa que ambicionou este poder, tem seu espírito aprisionado em uma pedra mágica, não antes de lançar um feitiço em sua irmã a fada Zilmec, transformando-a no ser mais horrendo do universo. Tal situação afasta Zilmec de seu grande amor, o guerreiro Doimy, ser este que não acredita na beleza interior. Zilmec se isola em uma floresta e morre. Posteriormente, nós é apresentado a história de duas fadas: Bela e Kayska. Desde pequena, Kayska nutrira pela irmã uma inveja, um ciúme, sempre por aqueles motivos de achar que a outra é mais amada, é mais paparicada, é mais bonita, etc. As duas estudavam magia das fadas, mas Kayska consegue aprender também a magia da bruxas, porque na história, cada pessoa nasce com um dom ou voltada a um estudo específico, por exemplo, estudar magia da luz, estudar magia oculta, magia das florestas, ser um guerreiro, duende, então elas já estavam vocacionadas para um determinado caminho. Há a separação de caminhos a partir das próprias decisões das personagens. Inconformada com o casamento de sua irmã com o rei Pahares, que era o amor platônico de Kayska, ela vai nutrir sentimentos tão ruins que quando percebe, Kayska tem libertado o espírito da bruxa. O reino se encontrará em perigo e a única esperança vai ser o nascimento da princesa Saíres, filha de Bela, que é mandada a um reino desconhecido, que é o planeta Terra, a fim de ser salva das maldades de Kayska/Bruxelis, que já encontra-se dominando o corpo de sua hospedeira. Kayska estava grávida também. O menino Hélis fica no reino de Mystic, que será dominando pela Bruxelis, que irá impor um severo regime de escravidão pro Reino. A partir desse momento, desenrola-se a história, quando Ninska/Saíres e seus amigos tiverem o conhecimento da verdade de suas vidas e dessa responsabilidade para com o Reino de Mystic: haverão momentos de aventura, batalhas e do verdadeiro duelo do bem versus o mal. (Apresentação do Livro O Reino Mágico de Mystic na Plataforma de Lançamento da Bienal de Pernambuco- 2015 [1])

Qual a importância desse livro dentro do universo literário e suas expectativas? Eu imagino que atualmente existe muitas pessoas que fazem histórias boas para as crianças, mas eu apenas quero contribuir com essa história dentro desse universo da literatura infanto-juvenil, porque eu acho que tem muitas crianças aqui que não estão vivenciando a infância como deveriam vivenciar. Elas estão ultrapassando as etapas da vida muito rápido e o que é dado ou ofertado nas mais variadas mídias, seja ela televisiva, na internet, no cinema, etc são conteúdos para um público jovem e adulto. As histórias infantis representam a ESPERANÇA: a esperança de uma criança crer, não de ser iludida, como eu disse, não existe final feliz e sim momentos felizes, mas que as crianças possam crer que na vida delas haverá momentos felizes, que ela vai encontrar alguém especial, que com todo esforço feito gera uma recompensa no futuro, que o bem que ela fizer para com sua família/amigos/etc, ela vai receber esse reflexo de ações. É esse o tipo de ensinamento: de esperança no bem versus o mal, que hoje em dia é muito alimentando o contrário, é pregado o contrário mascarado em ações benéficas onde o mal se propaga, então a finalidade é pregar a esperança para as crianças nas histórias, colocar esse tipo de moral, esse tipo de ensinamento, não deixa de ser demais. Sobre as expectativas, eu espero que minha família, os amigos, os desconhecidos, os leitores de meu blog literário Lady Black Raven, todos eles possam adquirir esse livro e presentear para seus filhos, netos, sobrinhos, uma criança ou menor abandonado… Como eu acrescentei no agradecimento do livro, nós nunca devemos deixar que a fantasia da magia e do amor, esses bons sentimentos, desvaneçam de nossas vidas. (Apresentação do Livro O Reino Mágico de Mystic na Plataforma de Lançamento da Bienal de Pernambuco- 2015 [1])

Existe algum projeto de continuação do livro em questão? E outros projetos de livros? Na verdade, eu não tinha pensado em uma continuação, mas pela própria dinâmica da história, ela permite que haja uma continuação de um questionamento ou interrogações que fazem com que essa história possa ser escrita novamente. E foi assim que eu estou elaborando o diário virtual em meu blog, sobre a continuação alternativa deste livro. O diário apresenta uma história na perspectiva de vários personagens. Assim, é uma oportunidade para que os antigos e novos leitores que ainda não tem condições para adquirir o livro, possam ter ideia da história, dos conflitos e dos personagens. E agora, depois de finalizado e lançado o meu primeiro livro fantástico, “O Reino Mágico de Mystic”, eu lanço agora online o diário “Meu Equilíbrio”, que continua de forma “alternativa” a história principal. Mas porque “alternativa”? Meu Equilíbrio é o conflito espiritual de praticamente os principais personagens da trama inicial. Depois da batalha contra Bruxelis, o Reino em si, ganhou com a vitória do bem sob o mal, contudo os sacrifícios para que essa conquista fosse obtida, estão além da imaginação dos personagens. O foco principal da história é revelar uma realidade na qual reside a verdadeira batalha de todos os personagens. Ainda em se tratando do “alternativo” é porque a história fantástica evoluiu, e agora, mesmo com o pouco tempo da recente batalha pelo poder, os personagens estão mais maduros e mergulharão em um universo mágico mais “dark” e conflituoso. Novos segredos serão revelados, novos enigmas decifrados, novas verdades e mentiras serão compreendidas e novas lições serão aprendidas. (Apresentação do Livro O Reino Mágico de Mystic na Plataforma de Lançamento da Bienal de Pernambuco- 2015 [1])

 

 

SOBRE O LIVRO “DIÁRIO DA MÃE-CORVO”

Como é construída a discussão sobre preconceitos e vivências pessoais na obra Diário da Mãe-Corvo?: … Eu coloco em minhas obras, especialmente na construção de uma vivência de uma dada personagem, aquilo que realmente vivi, não com o intuito de que as pessoas tenham pena de mim, mas que vejam como nós podemos dar a volta por cima e encarar esses dilemas que insistentemente estão ainda presentes na nossa moderna sociedade. O preconceito, discriminação e bullying podem ser repetitivos em muitas histórias, mas não deixa de ser um alerta para que nós não sejamos submissos a encará-lo como algo comum, normal. Jamais!!! Na história, os dramas escolares vivenciados pela personagem fragilizada chamada Lindsay tem tudo a ver com os traumas de infância que ainda hoje me assombram. O importante é você conseguir conscientizar as pessoas de que esse tipo de ação negativa, esse tipo de julgamento que se faz em relação a uma pessoa, as formas humilhantes pelas quais as pessoas são expostas, geram consequências grandes na vida de quem sofre esse tipo de “agressão”. Como eu sempre digo, nem todas as pessoas tem um psicológico bem trabalhado para aceitar. Aquelas que conseguem digerir, sobrevivem mais fortes, mais maduras para os futuros desafios. Aquelas que aceitam, que ficam sofrendo caladas, são as que mais sofrem (Material próprio de divulgação: Entrevista- Descobrindo os segredos do livro Diário da Mãe-Corvo. 19/02/2016. Disponível no blog ladyblackraven.blogspot.com.br)

Qual a origem do nome Mãe-Corvo?: Na verdade, isso é um spoiler. Eu elaborei uma trilogia de poemas, para serem lançados a partir de 2017, chamada ALÉM DA ESCURIDÃO, e em um desses livros, existe uma personagem chamada Mãe-Corvo que nomeia o último livro chamado LÁGRIMAS DA MÃE-CORVO. Pensei nesse nome como uma espécie de divindade máxima das divindades que regem o meu mundo imaginativo (Material próprio de divulgação: Entrevista- Descobrindo os segredos do livro Diário da Mãe-Corvo. 19/02/2016. Disponível no blog ladyblackraven.blogspot.com.br)

Seu mundo parece ser regido por corvos. Muitos autores de histórias sobrenaturais e de terror utilizam a referência desse animal associado ao mal. Então porque a escolha dele nas suas histórias e para o nome de seu blog?: Culpa de Edgar Allan Poe, por me introduzir no mundo sobrenatural e simbólico do corvo. Eu estou ciente dos significados do corvo relacionados ao bem e ao mal. O corvo é um yin-yang: é ligado simbolicamente aos sentimentos negativos, a morte, anunciador de mau agouro, portador do azar e descrito na Mitologia Nórdica como o “Mensageiro do Além”. Contudo, o lado místico do corvo é o que me atraí. A sua beleza nas vestes negras, o seu poder mágico residente em mitologias indígenas e nórdicas, a inteligência, são esses tipos de aspectos que eu procuro evidenciar ao utilizar a simbologia desse animal em meus trabalhos literários. (Material próprio de divulgação: Entrevista- Descobrindo os segredos do livro Diário da Mãe-Corvo. 19/02/2016. Disponível no blog ladyblackraven.blogspot.com.br)

Como você consegue simplificar nos nomes de cada “diário”, toda a história da Lady?: Como eu penso em um título para os diários? Não existe uma fórmula certa na escolha de um título em uma obra. Há momentos em que você elabora um escopo da história e depois quando ela está desenvolvida, vem em mente o título “definitivo”. Outras vezes, eu imagino o título e escrevo a história envolta por aquele universo. E o pior ainda é quando o título e a obra estão em um círculo vicioso de mudanças. Mas, desde que me propus a fazer os diários virtuais, estou conseguindo captar de forma natural, o equilíbrio nas escolhas dos títulos de minhas obras em relação à história. (Material próprio de divulgação: Entrevista- Descobrindo os segredos do livro Diário da Mãe-Corvo. 19/02/2016. Disponível no blog ladyblackraven.blogspot.com.br)

O objeto mágico poderoso e que desperta desejos de diferentes pessoas é o ponto fundamental da história. Esse tal de “colar da ave negra da morte” é o culpado pelas tragédias da história. Então, qual é o personagem mais amaldiçoado em virtude do uso desse artefato místico?:  O colar da ave negra da morte foi feito pela Lady Black Raven. Na história, ela é pertencente a uma tribo indígena chamada Haida (que realmente existe e é dividida nos clãs: corvos e águias) e dotada de poderes sobrenaturais, dentre eles, poderes ligados à necromancia, pelo qual utilizou na elaboração desse objeto, que seria capaz de ressuscitar a pessoa amada. Ela criou esse colar no intuito de resgatar a alma do homem que ela realmente amou e assim serem felizes. Esse tipo de poder gerou intrigas e mortes. No decorrer da história, Brandon fará o uso desse colar para tentar ressuscitar sua esposa, a Cassie, numa tentativa falha, pois o seu verdadeiro amor é Lindsay. Então, para não revelar detalhes a mais da história, creio que a maldição do colar recaiu mais na personagem Lindsay. Há certos segredos e conhecimentos que devem permanecer ocultos, pois quando revelados geram a ganância sem limites do coração humano. Talvez essa seja uma segunda lição importante a ser extraída desta história. Também, mudando da água para o vinho, acho também que a lição mais valiosa que um escritor pode deixar, em meio a um mundo de caos e inversão de valores, é que por mais que o mundo seja cruel, que não haja justiça e que o mal pareça dominar uma boa parte do mundo, temos que permanecer crentes de que o BEM vai prevalecer, de que o AMOR vai continuar sendo o poder pelo qual, muitos ainda não aprenderam a buscar, mas aqueles que o buscaram verdadeiramente, jamais esquecerão do que é o verdadeiro poder. (Material próprio de divulgação: Entrevista- Descobrindo os segredos do livro Diário da Mãe-Corvo. 19/02/2016. Disponível no blog ladyblackraven.blogspot.com.br)

 

 

SOBRE O LIVRO AS MULHERES DE POE

A primeira vez que você ouviu falar sobre Edgar Allan Poe: Eu fui apresentada ao universo de Poe por meio de uma música de uma banda alemã de metal gótico sinfônico chamada XANDRIA. A música era RAVENHEART, nome do segundo álbum desta banda. Eu adorei o universo do vídeo e logo fui pesquisar sobre a música. Era uma banda que eu descobri por volta de 2009, contudo só pude ouvir este álbum em 2010. Magicamente, eu encontrei uma entrevista da cantora Lisa Middlehauve, na qual, ela afirma que a música Ravenheart faz referência ao poema The Raven de Edgar Allan Poe, um nome que eu já havia ouvido falar durante alguma disciplina do Curso de Letras, mas que nunca havia lido algo sobre ele ou sua obra. Motivada por Deus, descobri que no meu trabalho de conclusão da graduação em Letras, eu deveria explorar a relação entre música e literatura. Logo deixei de lado minhas pesquisas sobre Oscar Wilde, o conto O Fantasma de Canterville e a banda Edenbridge, e me aprofundei no estudo sobre Poe, O corvo e o cd Ravenheart (Material próprio de divulgação: Entrevista- Descobrindo os segredos do livro As mulheres de Poe. 02/02/2016. Disponível no blog ladyblackraven.blogspot.com.br)

Sabemos por meio do que já foi mencionado noutros momentos que Edgar Allan Poe, é para você, uma grande referência literária. Seria a sua maior influência? Qual a relação que o autor estabelece com sua obra?: Eu costumo dizer que tenho uma tríade de sentimentos e autores específicos correlacionados: Edgar Allan Poe representa o lado de um romantismo sombrio do qual eu comungo e que com certeza, é a minha maior marca diante de tudo aquilo que escrevo; Oscar Wilde é o meu lado imoral (não exatamente no sentido negativo da palavra…) e sincero, à medida que assim como o autor, procuro tirar as máscaras sociais hipócritas que temos o costume de utilizá-las para julgar as outras pessoas; e finalmente, Siegfried Sassoon, o mais recente autor incluído na tríade e consequentemente, o sentimento mais recente, é o reflexo da coragem de não deixar que os meus escritos sejam apenas rabiscos em cadernos empoeirados, ou sentimentos envergonhados, ou pecados que não mereçam perdão, na busca da compreensão e salvação da alma poética. É claro que na construção do que sou, como pessoa, como artista, como profissional, é preciso beber de fontes híbridas, navegar em outros mares, sem, contudo, perder o foco daquilo que lhe define, da sua verdadeira essência. Edgar Allan Poe é marca presente e referenciada na maioria de minhas produções no campo literário: o personagem “Corvo/Raven” da famosa obra The Raven, deste escritor acima citado, e todo sua áurea sobrenatural e mágica é emprestada na construção da personagem que nomeia o meu blog literário, a deusa mística do clã da nação Haida, a Lady Black Raven, cujos diários virtuais, em 2015, transformaram-se em um livro publicado de forma independente: Diário da Mãe-Corvo. No desenvolvimento de um romance (como por exemplo, a trilogia Black Wings, a ser futuramente lançada) ou poesia (As mulheres de Poe, trilogia Além da Escuridão; esta última em processo de desenvolvimento), sempre que possível, estou procurando referenciar Poe ou um de seus trabalhos literários. É uma forma de homenagear uma pessoa, de torná-la imortal em um mundo tão mortal e de fácil esquecimento. E assim, espero que um dia, eu me torne também uma pessoa, um poetisa, uma artista jamais esquecida na alma das pessoas que realmente admiram aquilo que faço, e que meus escritos literários sejam palavras eternas a perpetuar minha essência quando meu corpo físico já não habitar mais este mundo. (Entrevista concedida como parte do Portfólio de Amanda Queiroz, em 02/06/2016)

De que forma Poe está presente em sua vida?: Especialmente a simbologia do animal Corvo, explorado no poema The Raven de Edgar Allan Poe, como animal que representa o sobrenatural e mágico, foi aliada a história mística da deusa de uma tribo indígena, a “Lady Black Raven”, ou seja, foi reflexo da base da história dessa personagem que nomeia meu blog literário. Isso foi oriundo da própria simbologia sobrenatural que habilmente e majestosamente Poe expôs em seu texto. Os mesmos sentimentos duelantes da alma de poetas como Poe, Lord Byron, Álvares de Azevedo, dentre outros, são a base na qual construo minhas poesias. Elas (as poesias) podem, em certas formas, serem mal interpretadas pelas pessoas que podem vê-las como obras literárias negativas, sombrias e tristes. Para mim, essas obras constituem o conjunto da maneira de escapar dos problemas do mundo e o sentimentalismo tão presente na vida desses escritores sensíveis. A sociedade moderna acredita em uma racionalidade e consumismo sem limites, que acaba depreciando os verdadeiros sentimentos humanos. Ser sensível é ir do céu ao inferno em segundos! Jamais posso negar aquilo que sou, como também esses autores não negaram. Com certeza, as tristezas e alegrias, as feiuras e as belezas, o bem e o mal, as luzes e as sombras de suas obras são reflexos de um mundo particular que não deixa de ser reflexo também de um mundo coletivo. Nada é por acaso. Esse é o verdadeiro dever de um escritor: ser transparente, do mesmo jeito que sua alma deve ser. Além disso, outra forma de Poe estar presente em minha vida, partiu de um gosto por tatuagens: o refrão do poema O Corvo, o famoso “Nevermore” foi a minha primeira tatuagem. Ainda penso em expandi-la, acrescentar mais elementos que façam alusão ao poema ou a Poe (Material próprio de divulgação: Entrevista- Descobrindo os segredos do livro As mulheres de Poe. 02/02/2016. Disponível no blog ladyblackraven.blogspot.com.br)

O que chamou sua atenção ao estudar sobre Poe e suas obras?: Edgar foi um escritor brilhante que teve uma vida difícil: a perda da mãe legítima e de sua irmã, um relacionamento conturbado com os seus pais adotivos, a necessidade de amadurecer mesmo não entendendo a dinâmica da vida, os vícios e especialmente, seu despertar literário e amor por sua inocente prima Virgínia… É claro que há escritos até hoje que eu não consigo entender, especialmente obras que envolvem enigmas, lógicas, criptografias, filosofias, mas a base romântica, sobrenatural, de fatalismo, tudo isso foi fundamental para me manter conectada a Poe. (Material próprio de divulgação: Entrevista- Descobrindo os segredos do livro As mulheres de Poe. 02/02/2016. Disponível no blog ladyblackraven.blogspot.com.br)

O livro surgiu de forma orgânica, no sentido de que a princípio não era uma ideia já estabelecida, mas veio como fluxo após as leituras feitas?: Desde 2010 que venho lendo sobre a vida e obra de Poe, a partir do momento em que precisei me aprofundar no objeto de minha tese de graduação. Após esse período, já apaixonada por Poe, eu tinha que a cada ano ler algo sobre ele, enfim… Eu sempre desejei uma forma de homenageá-lo e então no ano passado, busquei aliar a minha arte com a tradução e estudo do universo poético de Poe, que me forneceu pistas para a construção deste meu primeiro livro poético sobre os amores reais e imaginários, sobre as musas que estiveram presentes direta e indiretamente na vida de Poe. Fui montando os capítulos com bases nas leituras já realizadas anteriormente, e nas recentes descobertas do universo poético deste escritor. E assim o livro foi amadurecendo ao ponto de finalmente julgar que estava na hora de mostrar o resultado deste trabalho. (Entrevista concedida como parte do Portfólio de Amanda Queiroz, em 02/06/2016)

Como surgiu a ideia de escrever o livro “As mulheres de Poe”?: A poesia faz parte de minha vida. Foi o meu primeiro despertar poético. Foi um desafio depois de estudar a vida de Poe, estruturar a história dos sentimentos deste escritor, suas dúvidas, medos, perdas, decepções, amores, ilusões, fantasias, realidade, delírios, etc, e aliado a sua obra contista e poética formular poesias que tratassem da intertextualidade de sua vida e de seus escritos. As obras que estudei com mais precisão foram Edgar Allan Poe- Ficção Completa, Poesias e Ensaios de organização do Oscar Mendes, Histórias Extraordinárias (Companhia de Bolso), Contos de Imaginação e Mistério (Editora Tordesilhas), Livro Completo de Edgar Allan Poe de Shelley Costa Bloomfield e Vou lhe mostrar o medo de Nikolaj Frobenius, fora as revistas, artigos e teses que estudei no tempo de meu estudo monográfico em Letras. Com este tipo de bagagem referencial, comecei a estruturar a história do livro e as poesias (Material próprio de divulgação: Entrevista- Descobrindo os segredos do livro As mulheres de Poe. 02/02/2016. Disponível no blog ladyblackraven.blogspot.com.br)

Você levou quanto tempo para concatenar as ideias, e então, finalizar a obra?: A base da compreensão de elementos importantes da vida e obra de Poe eu já tinha construído desde o ano de 2010 a 2012. O que era desconhecido foi o universo poético e as referidas musas, nas quais tive que realizar uma pesquisa, e enfim, focar-me em como meus escritos poderiam refletir a história, as dores, os amores e a morte de Poe: então acredito que foi em torno de um ano e meio até eu ter tudo isso finalizado. (Entrevista concedida como parte do Portfólio de Amanda Queiroz, em 02/06/2016)

Qual foi a data do lançamento do livro e como isso aconteceu? Por meio de uma plataforma virtual?: Desde outubro do ano passado (2015), que comecei a divulgar o livro, sem ainda ele estar acabado. Quando finalizei-o em dezembro de 2015, elaborei a arte da capa e demais diagramações, o booktrailer e fui hospedando-os dentro das plataformas de divulgação e publicação independente: Clube de Autores e Agbook. Posteriormente, divulguei o booktrailer em meu canal no youtube e no meu blog, e meus parceiros literários foram os responsáveis também na pré-divulgação e resenhas do livro. O lançamento oficial foi no dia 19 de janeiro de 2016, data esta que marcou o aniversário de nascimento de Edgar Allan Poe e ocorreu por meio de redes sociais e plataformas virtuais de divulgação de trabalhos independentes acima já mencionadas. É importante destacar que quando você é um autor independente, o peso do mundo está em suas mãos e é nessa hora que todo apoio de amigos, leitores, admiradores, é importante na construção da divulgação do trabalho do artista, que não ocorre somente naquele dia, mas a cada amanhecer que continuamos em pé. Todo dia é dia para ajudar a espalhar as boas sementes de obras independentes e de autores que arduamente lutam para que sua obra sobreviva em um mundo de gigantes e competições. (Entrevista concedida como parte do Portfólio de Amanda Queiroz, em 02/06/2016)

A obra abrange quantas poesias e partes?: O livro é dividido em quatro partes: “Excretando o medo” é a primeira parte composta por 10 poesias, e aborda o amor de Poe por sua mãe, a experiência com o sentimento “morte”, quando perdeu pela primeira vez alguém que amava tanto, como sua mãe e as dúvidas que pairam a mente de uma criança em fase de adoção e inserção em outra constituição familiar. “O segredo da arte de amar” é a segunda parte deste trabalho, no qual gira em torno do florescer do sentimento amor no coração do jovem escritor, que corresponde a uma fase na qual todos nós já vivenciamos. Formado também por 10 poesias. Os diálogos intertextuais com contos e poemas produzidos por Poe compõem a terceira parte intitulada “As mulheres de Poe”, constituído por 21 poesias. Essa foi a parte mais difícil de todo esse labor poético de ser construída, em virtude de exigir uma profundidade do estudo e intepretação em relação ao poema e a personagem que muitas vezes o nomeia, para que as reproduções que eu elaborei fosse tão fiéis possíveis ao que Poe quis exprimir em seus poemas. A última parte “Um suicídio de um escritor solitário? Ou o mistério de Reynolds? Ou um doce veneno chamado vida?” versa sobre as causas da morte de Poe apresentada em diferentes estudos acerca de sua vida. É formado por 12 poesias. (Entrevista concedida como parte do Portfólio de Amanda Queiroz, em 02/06/2016)

 

 

SOBRE O LIVRO BLACK WINGS

Em que localidade se passa a história Black Wings?: A história se passa na cidade fictícia chamada Coldland, agrupada no mapa de um condado americano real intitulado Koochiching, fundado em 1906. Ele é um dos 87 condados do estado de Minnesota. Realmente a sede desse condado é Internacional Falls e outras cidades citadas na obra, são reais. A escolha desse condado se deve ao fato de que a cidade de IF é tida como a mais fria dos EUA. E situar Coldland dentre as proximidades, é a estratégia necessária para justificar o clima frio e sombrio da cidade, onde será desenrolada as tramas principais. Temas como preconceito, bullying, depressão são tratados na obra. O Símbolo do amor de uma humana e um anjo da morte é a flor de muguet A escolha de uma rosa para simbolizar o amor é o ápice do ultrarromantismo: uma rosa bela, que exala um incrível perfume, mas, contudo venenosa. Essa é a contrariedade necessária para explicar os perigos de quem decide se aventurar nos embalos do amor. O cheiro de tal rosa é a marca registrada do misterioso Ullieh (Material próprio de divulgação: Especial livro Black Wings. 03/008/2016. Livro lançado no dia 29/09/2016. Disponível no blog ladyblackraven.blogspot.com.br)

Quais são as citações literárias, musicais, culturais e ademais utilizadas no livro Black Wings?:  A personagem Ávila escolhera um dos poemas da portuguesa Florbela Lobo ou mais conhecida como Florbela Espanca, para recitá-lo na festa de fim de ano escolar, quando tinha apenas oito anos de idade e residia em IF. Não é citado em minha história um poema específico que Ávila recitaria, mas gosto do Neurastemia, do qual destaco apenas algumas estrofes: “(…) Chuva… tenho tristeza! Mas porquê?! Vento… tenho saudades! Mas de quê?! Ó neve que destino triste o nosso! Ó chuva! Ó vento! Ó neve! Que tortura! Gritem ao mundo inteiro esta amargura, Digam isto que sinto que eu não posso!” Cito também Lois Mailou Jones, que foi uma pintora negra que nasceu em Boston e pertenceu ao Harlem Renaissance conhecido também como New Negro Movement. Lois Jones foi a única pintora africana do período de 1930 a 1940 a ter influência sobre os demais artistas da época, pois o movimento mesclava a cultura africana com a americana. É citado no meu livro seu nome, em comparação as atividades artísticas desenvolvidas pela mãe de Ávila, a senhora Alexia Von, também pintora. Geoffrey Chaucer e sua obra The Canterburry Tales aparecem na obra: é o livro que Ávila está lendo na parada de ônibus quando conhece pela primeira vez Ullieh. Também é o livro que Ullieh envia a jovem anonimamente, visto que no acidente de ônibus que Ávila sofrera, perdera o exemplar antigo que possuía. Traduzido como Os contos da Cantuária (The Canterburry Tales), esta obra escrita em 1387 por Geoffrey Chaucer, é um marco na história da literatura inglesa medieval. A banda Xandria, que é da vertente de metal gótico, reflete o meu gosto pessoal que está impregnado neste livro. Aprecio o metal sinfônico, doom e gótico, e citar essa banda que eu tenho uma enorme estima, é um prazer imenso. O próprio estilo musical que a banda segue tem “uma pegada” bem ultrarromântica. Ávila presenteia sua amiga Lili com cds dessa banda, quando pensa que a mesma lhe dera o exemplar perdido do livro The Canterburry Tales. Edgar Allan Poe é a minha paixão nessa vida: ao longo do livro, Ávila recebe de presente de Lin o livro de contos e poemas do escritor do período romântico da literatura americana (denominado de EARLY ROMANTICISM (Romantismo Precoce)), Edgar Allan Poe. Desenvolvi minha monografia do curso de Letras na Universidade Regional do Cariri (URCA) sobre este autor, e desde então sou fã de sua vida e obra. Não poderia deixar de citar a vida de um homem, que assim como a personagem Ávila, era um romântico, sonhador, em busca de vivenciar o amor, traído por aqueles que diziam serem seus amigos e pior ainda: perturbado por seus medos, vícios e dilemas pessoais que o levaram a escrever grandes obras que se tornaram imortais no cenário da literatura universal. A causa de sua morte, até hoje é um mistério… Ligo isso também ao real fato que ocasionara a morte de Ávila, que para seus familiares e amigos será um mistério que só mesmo a personagem sabe a real causa de ter sua vida ceifada. No livro é citado também os contos A máscara da morte rubra e uma frase do conto Ligéia, que é minha assinatura em determinadas redes sociais: “O homem não se entrega aos anjos, nem se rende inteiramente a morte, senão pela fraqueza de sua débil vontade”. A personagem Tessy, irmã de Ávila, lê o poema O Corvo como forma de homenagear a irmã morta. No poema é nítido o subjetivismo, sentimentalismo, a adoração do amor e da mulher, melancolia, pessimismo, morte, atmosfera sombria que indica o estado da alma humana do jovem que perdera sua donzela arrancada e sendo levada pelos braços da morte. O animal corvo é porta-voz de tristes refrãos de indagações apresentados pelo narrador, não existindo, pois, poema perfeito para ser recitado em um clima fúnebre. (Material próprio de divulgação: Especial livro Black Wings. 03/008/2016. Livro lançado no dia 29/09/2016. Disponível no blog ladyblackraven.blogspot.com.br)

Como você realiza essa transição do universo angélico,  do real ao imaginário na obra?: Discutir os conceitos angelicais é saber que há uma evolução daquilo que se é definido, a partir do momento em que se adquire novas concepções oriundas de pesquisas inerentes ao momento histórico (…) Desde as antigas civilizações e respectivas mitologias/religiões busca-se a compreensão de quem são esses seres angélicos (…) A partir de um estudo em angeologia, por conta própria, que comecei em 2008 e 2009 para escrever essa trilogia, foi que me aprofundei na beleza do universo angélico, lendo teóricos da área, alguns textos bíblicos, apócrifos e mitológicos (…) A Hierarquia Angelical mais aceita é aquela presente na Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino (foi um frade italiano que contribuiu com seus pensamentos no campo da filosofia e da teologia). Voltando a discutir sobre o que são os Anjos: é possível eles assumirem formas humanas visíveis para fazer valer sua missão especificada pelo Criador ou Eterno (alguns dos nomes referentes a Deus no catolicismo) (…) Discute-se, então, o que são anjos, as hierarquias, a sexualidade dos anjos, o relacionamento de anjos e humanos, dando ênfase aos anjos da morte, (…) montei a ideia também da ordem dos membros pertencentes ao Conselho Divino da Banca Celestial Julgadora (quando Ullieh, Rubi e Ávila são chamados para responder por seus crimes/pecados) (…) Nos estudos teológicos os Anjos não possuem fraquezas, mas na história Black Wings, os Anjos possuem as fraquezas e sentimentos “humanos” (…) Na história, o foco principal da luta de Ullieh é a preservação da alma de sua amada Ávila, que alimentando o desejo de amar um anjo, ser celestial, poderia correr sérios riscos de cometer um pecado mortal e sendo assim, se não houvesse remissão, estaria condenada ao inferno, lugar destinado a punição das almas corruptas. E é assim que ocorre Julgamento da alma humana da personagem Ávila. Quando sofre de um atropelamento causado por Rubi, Anjo da Morte responsável pela cidade de Internacional Falls, a alma de Ávila é elevada a um plano espiritual no qual estão presentes o conselho angelical responsável pelo seu julgamento e dos anjos envolvidos.  (…) A pergunta final que surge é: “Para onde vão os espíritos quando morrem?” Dois meses depois, a alma perdida de Ávila retorna para junto dos braços de Ullieh. No próximo livro será explorado mais essa questão de tornar-se uma alma perdida. No final das contas, na história Black Wings, para Deus, não importa o seu credo e sim o bem que você faz na Terra ao seu próximo, para assim ser denominado de Filho de Deus. (Material próprio de divulgação: Especial livro Black Wings. 03/008/2016. Livro lançado no dia 29/09/2016. Disponível no blog ladyblackraven.blogspot.com.br).